terça-feira, 22 de março de 2011

MAUS PAGADORES

Ainda sobre as dívidas da Câmara Municipal de Odivelas aos seus fornecedores, volto a divulgar o post que publiquei em 27 de Novembro de 2010 e que se mantém actualizado, até porque a Presidente da Câmara afirmou que não consegue pagar aos fornecedores, ou seja não paga o que comprou, o que reparou e o que mandou fazer:

MAUS PAGADORES!
É público que as dívidas oficiais desta gestão da Câmara Municipal de Odivelas, estão muito acima da dívida encontrada em 2005.
É público que esta dívida não contempla a construção do Pavilhão Multiusos e da Escola dos Apréstimos, as quais ascendem a um valor aproximado dos 65 milhões de euros.
É público que a soma destas dívidas rondam os cerca de 130 milhões de euros e também é público que a receita da Câmara ronda os cerca de 60 milhões de euros anuais, portanto muito acima das suas possibilidades.
Também é público que a Câmara não está a honrar os seus compromissos e que está a pagar a prazos muito dilatados e que existem empresas em enormes dificuldades financeiras que não conseguem receber antes do prazo de um ano e isto para alguns, porque para outros ultrapassa e bem esse prazo.
É ainda público que esta desgovernação e esta leviandade de gestão põe em causa muitas empresas e a manutenção de centenas de postos de trabalho.
Porque será que a Presidente, os Vereadores e os Srs. Eleitos não suspendem os seus ordenados e os seus abonos, porque razão continuam a receber mensalmente e os outros têm de esperar?
Porque razão existem muitas empresas que não querem trabalhar com a Câmara Municipal de Odivelas?
Meus senhores parem para pensar, reflictam sobre o mal que estão a fazer a este concelho, sejam criteriosos na vossa gestão e paguem a quem devem.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A obra fala por si...

A minha terra natal é Monsanto na Beira Baixa e talvez por essa razão provávelmente sou muito mais sensível aos problemas relacionados com a desertificação do interior do País que muitos daqueles que nasceram nos grandes centros urbanos ou no litoral.
Tenho assistido com muita tristeza às políticas que este governo tem posto em prática e que penalizam sobretudo estas populações que nada têm e que vivem longe de tudo.
Quem não ouviu falar na desactivação da única escola da aldeia levando as crianças dessas zonas a ter que percorrer muitos quilómetros e a levantarem-se muito mais cedo e a chegar muito mais tarde a casa!
Quem não ouviu falar da desactivação do pequeno Centro de Saúde que servia um conjunto de aldeias, obrigando agora os mais idosos a percorrer muitos quilómetros e a gastar o pouco dinheiro que têm e que é oriundo das suas baixas reformas!
Quem não ouviu falar da desactivação das linhas de caminhos de ferro que serviam as populações que vivem nos locais mais afastados!
Quem não ouviu falar na supressão de carreiras rodoviárias que serviam um conjunto de aldeias e que deixaram as populações de mãos vazias!
Quem não ouviu falar na desactivação de estações de CTT que eram um dos únicos elos de ligação com o mundo exterior a essas aldeias!
Pior que nada fazer para melhorar a vida dessas gentes e criar condições para levar ao interior pessoas que queiram começar uma nova vida é destruir tudo o que existe e criar terras fantasmas, porque tudo vai caindo e as pessoas vão desaparecendo.
Esta é a obra de um governo PS que se diz socialista!

domingo, 6 de março de 2011

O protesto já começou...

Muito sinceramente o Festival da Canção de 2011 esteve ao nível de outros realizados em anos anteriores, ou seja desenquadrado daquilo que se pretende para representar um país num certame europeu, falta alguma inspiração aos autores das canções apuradas.
Há no entanto a registar a escolha do público na sua votação que protagonizou a reviravolta nos resultados finais e a surpresa de vitória da canção ganhadora "Os homens da luta".
Tal acontecimento poderia ser considerado normal se a votação do público tivesse determinado uma outra canção a vencer o festival, no entanto e considerando a carga política da canção temos de concluir que houve intenção clara em dar o 1º lugar aos "Homens da luta".
Quem votou quis dizer que afinal não é parvo...e que o seu voto foi mesmo de protesto!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Morte privatizada!

Muito recentemente a Câmara Municipal de Odivelas deliberou aprovar um conjunto de investimentos no Cemitério de Odivelas que muito beneficiará este equipamento e trará certamente outra dignidade ao mesmo.
Não posso no entanto deixar de manifestar a minha total surpresa da entrega do referido Cemitério a privados, concessionando-o.
Só mesmo numa Terra de Oportunidades “para alguns” e para a Câmara Municipal de Odivelas é que se chega ao cúmulo de privatizar a morte.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Xico da Memória e "Os sem voz"

Sou da mesma opinião. Os vereadores também são políticos e devem ter direito a construir a sua carreira política. Para tal, precisam de ser conhecidos eles, as suas ideias, os seus projectos, as suas iniciativas, as suas realizações. Os munícipes devem ser conhecedores do valor de cada um deles. Neste município, realmente os vereadores não têm voz. Só a presidente. Porquê? Não lhes reconhece competência? Não quer repartir com eles os louros do sucesso? Sendo assim, terá que assumir também todos os erros. Ninguém consegue, sozinho, realizar bons projectos. Além disso, um órgão que assim funciona, dá muito má imagem. O respeito pelo valor e trabalho de toda a equipa é uma norma democrática. Isto é um anacronismo, para não dizer que é uma anornal vergonha municipal.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Comentários sobre "Os sem voz"

Maria Máxima Vaz disse...
O Sr. Vítor veio falar de um tema que é muito importante e devia ser objecto de discussão. Para mim é pacífico que um executivo é um órgão colegial e não presidencial. Desde sempre estive ligada ao trabalho autárquico e sempre foram essas as práticas e são hoje respeitadas e seguidas em geral. Os vereadores gerem os pelouros que lhe foram confiados, escolhem os seus colaboradores, organizam com eles o seu trabalho, propõem as iniciativas a levar a cabo e respondem por elas perante os companheiros de equipa e perante o público. E assinam. Eles é que dão conhecimento público e falam das suas áreas. Quem vemos na comunicação social a falar do turismo em Óbidos? O vereador do turismo. Quem vem falar de cultura em Alcobaça? O vereador da cultura.Estes exemplos são extensivos a todas as autarquias, excepto uma no país. Mas no passado recente, era mesmo uma prática sem nenhuma excepção.E assim é que está correcto. Centralizar há muito que deixou de se praticar e não é aceite, mesmo que apenas em teoria.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os sem voz!

Na minha flutuante leitura diária e no acompanhamento que faço da vida pública local, nacional ou internacional e independentemente do que penso, gosto também de saber o que esses protagonistas políticos pensam e fazem.
Quando estamos de fora e não vivemos as estratégias e combates políticos por dentro as nossas posições são muito mais desapaixonadas e isentas e talvez por isso há da nossa parte um juízo mais justo nas apreciações que fazemos.
Se como alguns dizem os autarcas são eleitos e não podem ser removidos e eu concordo, também existem alguns que são eleitos e não têm o mínimo de vocação para o exercício de funções públicas, mas isso todos sabemos e penso ser pacífico.
Mas o que na minha opinião não é pacífico é os autarcas serem eleitos e em alguns órgãos não terem voz na actividade que desenvolvem e a população não conhecer as suas posições e o trabalho que realizam ou os projectos existentes para execução nas áreas que estão à sua responsabilidade.
Se estiverem atentos, verificam que na Câmara Municipal de Odivelas raramente vêm um eleito a dar conta do seu trabalho e a exprimir as suas posições, alguns deles fazem-no esporadicamente sobre um ou outro assunto e nas reuniões acenando com a cabeça mesmo que não concordem.
Se compararmos esta actuação com outros eleitos de outras câmaras municipais, verificamos que o seu protagonismo está patente nas reais delegações de competências que recebem dos presidentes de câmara, por cá provavelmente nenhum tem a autonomia suficiente para decidir sobre assuntos relacionados com as áreas que lhes estão afectas e sobretudo em investimentos a efectuar e que fazem parte dos seus objectivos subjacentes a planos de trabalho e orçamentos aprovados, as suas decisões acabam por resultar em despesas de rotina ou assuntos do dia a dia.
Talvez por isso ache muito estranho que por cá se utilize muito a esfarrapada argumentação da democracia representativa e da condição dos eleitos enquanto tal, já que no dia a dia não se respeita essa condição e se faça permanentemente a remoção da delegação de competências e da voz.