quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Autarcas ou Comissários Políticos?

A saúde é um bem que todos nós devemos preservar, por isso e muito naturalmente os cidadãos quando têm qualquer sintoma que os afecte, têm como primeira reacção procurar um equipamento onde existam médicos para os observar.
Odivelas não foge à regra e se os cidadãos de cá têm as mesmas necessidades dos seus semelhantes em outros locais do país, há no entanto o senão de não termos Centros de Saúde dignos desse nome, não termos urgências, termos cada vez mais pessoas sem médicos de família, não termos meios auxiliares de diagnóstico e termos cada vez menos médicos e enfermeiros.
Mas Odivelas tem pelo menos; PROMESSAS.
Apesar deste panorama, os responsáveis políticos cá da terra, continuam a ignorar esta situação e mantêm os argumentos de sempre, por um lado tentando redimir-se do que prometeram e não conseguiram cumprir e por outro desculpabilizar a falta de intervenção do Governo.
Se os autarcas que governam ou desgovernam a nossa terra, tivessem atitude e procurassem exigir aquilo que é justo e que nos foi prometido por diversas vezes e curiosamente sempre em campanhas eleitorais, talvez os Centros de Saúde em falta ou parte deles já estivessem a funcionar, talvez não fosse reduzido o horário do Catus e talvez não existissem 57.000 pessoas sem médico de família.
Essa atitude demonstra-se no dia a dia na defesa da população que os elegeu e do território dos quais são os legítimos representantes.
O que temos visto por cá? Inércia e colagem nas linhas de actuação dos seus partidos que sustentam este ou aquele governo e que por sua vez gera cumplicidades a nível local entre os partidos que governam a Câmara.
O que temos visto por lá? Autarcas a exigirem o que têm direito, a defenderem os seus territórios e a colocarem-se ao lado das populações que os elegeram, atente-se por exemplo o recente protesto em Vila Verde para a manutenção das urgências e que foi convocado pelo Presidente daquela Câmara Municipal.
Esta comparação através deste exemplo a par de outros que têm vindo a ser denunciados ao longo dos tempos, reflecte a realidade de sermos (des)governados por comissários políticos que acumulam cargos partidários e cujo único objectivo é defender o partido, para subir na sua carreira política.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Chuva e vento!

Fazendo uma retrospectiva do que vamos vendo e ouvindo, chegamos facilmente à conclusão que os últimos anos foram férteis em más notícias.

Muitos nunca quiseram acreditar, talvez até porque o governo foi sempre escondendo a realidade do país e por isso hoje são confrontados com medidas que alteram significativamente a sua vida e o seu dia a dia, para fazer face aos devaneios de um conjunto de governantes que não estavam preparados para o ser.
Por cá também foram acontecendo alguns devaneios e algumas más decisões que vão ensombrar a nossa vida futura por cá, preparem-se porque vêm aí as taxas máximas de impostos municipais para contrapôr aos disparates cometidos.
De um lado e do outro tivemos no ano de 2009, anúncios, obras, subsídios e tudo o que teve a ver com eleições e para encher o olho ao zé povinho, agora chegou a hora de pagar por tudo isto.
Bem se pode dizer "Se de um lado chove, do outro faz vento"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Assembleia Municipal votou contra!

Sem querer criticar seja quem for, considero no mínimo estranho que um órgão autárquico, seja ele qual for, se recuse a apreciar um projecto com a dimensão do Projecto de Dinamização e Revitalização do Comércio Local. Estas atitudes são bem demonstrativas que os representantes dos munícipes estão de costas voltadas e estão-se nas tintas para a resolução dos problemas do concelho, bem a par da inércia dos comerciantes, cuja participação neste projecto deixou muito a desejar, talvez por já não acreditarem em nada. Parabéns aos que sem quererem nada em troca ofereceram o seu trabalho ou se dispuseram a apoiá-lo mesmo não sendo da sua iniciativa. Neste caso não se aplicou aquela máxima muito generalizada "Voto a favor de tudo o que for bom para a minha terra e voto contra tudo o que for mau". É por estas e por outras que a classe política cada vez tem menos credibilidade e é precisamente neste tipo de comportamentos e práticas que há necessidade de se alterarem hábitos e introduzir pedagogias construtivas!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Parabéns ao BE Odivelas

Estive ontem na inauguração da sede do Bloco de Esquerda em Odivelas, a data escolhida para este evento foi marcante e poderá simbolizar no futuro uma maior intervenção desta força política na vida do nosso concelho.
Odivelas precisa urgentemente de maior intervenção, mais oposição e sobretudo divulgação do que se faz e do que não se faz, do que é bem feito e do que é mal feito.
Os partidos políticos independentemente das suas matrizes têm a obrigação de pugnar pelo bem estar dos cidadãos e isso penso que é transversal a todas as forças políticas que por cá intervêm.
Para mim o problema do poder instituído em Odivelas para além de uma gestão errada, está sobretudo nos estilos e na forma de fazer política, por isso considero indispensável que a intervenção dos vários agentes políticos leve à cessação desta forma de estar na vida pública daqueles que nos governam.
A todos e agora em particular ao BE, desejo muito sinceramente um bom trabalho e que consigam atingir os seus objectivos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sustentar os boys e cortar aos fracos!

O estado é coleccionador de organismos públicos, são cerca de 1500 e mais algumas direcções-gerais e por causa desta vaidade têm de ser os mais fracos e os mais oprimidos a pagar a factura de quem andou a gastar como quis e lhe apeteceu! Mas mais grave do que isso é anunciar cortes na despesa do OE para 2011 e não prever a eliminação de vários destes organismos devoradores dos dinheiros dos contribuintes!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

E assim vai Odivelas!

Quando no passado desempenhei as funções de Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, participei na apresentação de um pré-projecto do Metro Ligeiro de Superfície cujo trajecto acompanhava parte da CREL com algumas incursões nos vários concelhos.
No momento e de acordo com esse pré-projecto uma dessas incursões previa o atravessamento da Av. D. Dinis e nessa altura e apesar de não estarmos perante um debate público, manifestei desde logo a minha oposição a este traçado no que respeitava a Odivelas e afirmei que este rasgamento de uma das principais artérias da cidade era um grande prejuízo para a cidade e para a sua população.
Curiosamente e após o abandono desta ideia e do anterior traçado, eis que a Câmara Municipal de Odivelas aprovou um novo traçado onde entre outras artérias voltou a ser incluída a Av. D. Dinis, cuja dimensão e edificação tornam impossível a existência de um espaço canal para receber um equipamento com estas características.
Esta aprovação só pode ter acontecido, porque estamos perante uma gestão de arranjos partidários e que pensa uma coisa num dia e decide no outro em cima do joelho, que não respeita nada nem ninguém, que se está nas tintas para o exercício democrático na gestão da coisa pública, para além da estranheza de o fazerem sem terem dinheiro e estarem completamente endividados por muitos e muitos anos.
E assim vai Odivelas!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Defesa de causas?

Há quem diga que as lutas se desenvolvem por dentro das organizações, concordo com isso, até porque quando não estamos de acordo devemos expressar a nossa posição em qualquer circunstância, no entanto, temos também de saber que o rebanho e a carneirada se movem de acordo com o poder instalado.
Partindo do princípio que esta prática é uma realidade, então temos de equacionar se vale a pena lutar por gente e ao lado de quem está despido de pensamento, de opinião e que apenas se submete aos donos do poder, normalmente por interesses.
Assim sendo, as causas nunca prevalecem sobre os interesses!