domingo, 30 de maio de 2010

Vaidades de Presidente

Em 2003 o então Presidente da Odivelgest adquiriu uma viatura para o seu serviço.
Em 2006 o então Presidente da Odivelcutur adquiriu uma viatura para o seu serviço.
Em 2008 estas duas empresas municipais fundiram-se e deram lugar à Municipália e o Presidente da Odivelcutur assumiu a liderança da nova empresa, que por sua vez absorveu as duas viaturas .
Em 2010 o novo Presidente da Municipália não esteve com modas e porque as outras viaturas não lhe serviam, adquiriu uma nova viatura.
Para quem andava a pé e de transportes públicos, é assim mesmo, quando o dinheiro não é nosso é que é gastar!

sábado, 29 de maio de 2010

Exemplos e comparações!

Nos tempos que correm é perfeitamente natural que se comparem práticas de gestão entre os diversos países.
Nesse sentido dou nota de exemplos opostos, ora veja:
Em Inglaterra o 1º Ministro David Cameron decidiu não atribuir carros e motoristas aos ministros, terão de andar a pé, usar os transportes públicos ou carros de serviço, apenas Cameron e mais três ministros ficam isentos destas regras, a poupança é de 3,2 milhões de euros.
Em Portugal só o Gabinete do 1º Ministro tem 12 motoristas!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ÁGUA DE QUALIDADE!

Afinal de contas estamos a ser bem servidos pelos Serviços Municipalizados de Loures no que respeita à qualidade da água fornecida aos munícipes de Odivelas.
Não sei para que serviu a despesa efectuada no ano de 2010 em espumante pelos Serviços Municipalizados no valor de 7.278,60€, mas se foi para enriquecer a água que bebemos, então está tudo explicado, bebemos água com espumante o que lhe dá um paladar especial neste paraíso que é a nossa Terra de Oportunidades!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pela saúde!

Participei com convicção e com o coração na iniciativa promovida pelo Movimento + Saúde na defesa da construção dos equipamentos de saúde no concelho e no prolongamento do horário do CATUS até às 24 horas.
Infelizmente já são muitos anos de exigências e de reivindicações, sem que o Ministério da Saúde tenha concretizado qualquer melhoramento ou construção de qualquer equipamento de saúde no concelho, isto apesar de prometer e assinar contratos programa em 2001 que depois não cumpriu.
Curiosamente no nosso concelho vizinho de Loures, foram construídos nos últimos anos, 3 equipamentos em Sacavém, Loures e Sto. António dos Cavaleiros, enquanto em Odivelas foram construídos zero, por outro lado na sede do nosso concelho reduziu-se o horário de funcionamento do CATUS para as 22 horas, passando o atendimento apenas para 4 horas diárias.
Afinal qual é a diferença entre os autarcas do concelho vizinho e os autarcas do nosso concelho? Será que o envolvimento do poder político local passa apenas por fazer a vontade e ractificar as políticas governamentais? Será que os parceiros de acordo estão de acordo com estas posições?
Se quisermos ter futuro temos de ser todos a exigir, hoje são uns a governar e amanhã serão outros, as promessas e os contratos vão caindo e nós continuamos a não ter em Odivelas o que é indispensável para uma melhor qualidade de vida.

sábado, 22 de maio de 2010

Área de rigor!

Por considerar interessante, transcrevo na íntegra o artigo escrito por Luís Filipe Silva no Odivelas.com.

CONFISSÕES
Confesso, que não gosto de contar nada sobre a minha intimidade, porque tenho direito a ela, porque é a minha vida, porque nós não somos vedetas, porque nós também somos comuns cidadãos, com mensalidades da casa para pagar, com filhos na escola, com ordenados que não chegam ao fim do mês, com a ansiedade pela chegada do 13º mês ou subsídio de férias para compor os desvios orçamentais, como qualquer mortal, num País que não aposta na área produtiva e que numa qualquer crise, faz sempre os mesmos pagarem por todos, em medidas nem sempre justas.
Confesso, que estou a falar da classe dos jornalistas e admito que nem todos os companheiros de profissão pensem como eu. Isso tem que ver com a qualidade da formação que absorvemos e a minha foi nos Emissores Associados de Lisboa, na Alfabeta/Rádio Peninsular e Rádio Voz de Lisboa, que só os mais vividos conseguem recordar e onde se formavam grandes radialistas, mas também, homens e mulheres de bem e não vedetas como em outras escolas. Lembram-se do João Paulo Dinis? Grande professor, pai, amigo, o homem da 1ª senha do 25 de Abril que teve de ir trabalhar para França (Rádio Alfa) porque não lhe davam trabalho em Portugal. Um dos muitos proscritos do 25 de Abril. O Hermenegildo Gomes, para mim uma enorme e eterna saudade, pela capacidade de luta e resistência, o amigo sempre ali à mão. O que se falava nos corredores, à boca fechada e que eu, mero aprendiz absorvia com sofreguidão. O Júlio César, desculpa lá, “ganda maluco”, decidiste bem! Sempre é melhor o Casino Estoril e as telenovelas, que estar sujeito à ditadura das palavras inconvenientes.
Houve mais gente a influenciar-me positivamente. Nunes Forte, Costa Martins, José Là Féria e Luis Garlito no Clube Radiofónico de Portugal e para a época dos primeiros passos, ficamos por aqui, não dando importância aos vedetismos, que não o são na realidade.
Confesso, depois disto, que a minha passagem pela Rádio Nova Antena e pela Rádio Horizonte Tejo me tornou mais rico como comunicador e como pessoa. Amadureci. Por alguma razão decidi trocar a RNA pela RHT e por razões que me arrependo, interrompi a actividade e regressei anos depois, como correspondente da Rádio Jornal da Madeira que troquei há cerca de 3 anos pela Antena 1/Açores. É um percurso de vida que podem considerar atribulado, mas foi o que consegui, deixando sempre amigos por onde passei. Em jeito de confissão, também vos digo, com algum orgulho, que não está ao alcance de qualquer um, ir deixando amigos por onde passa, sem em situação nenhuma dobrar a espinha.
Confesso que, não sei se foi boa ideia, voltar a trabalhar no Concelho onde resido. Foi o António Veloso, com quem já tinha trabalhado na RNA o responsável pelo regresso. A ideia era “partir a loiça”, como tantas vezes dizíamos na RNA e eu ficaria com área desportiva de “O Meu Jornal”. Não me arrependo, mas aprendi que, às vezes, a loiça somos nós e acabamos em “cacos”. Os comerciantes e industriais deste Concelho não merecem nem têm capacidade para ter um jornal com a linha editorial de “O Meu Jornal”.
Confesso que, abracei o projecto da Odivelas TV, com todo o empenho, não me arrependo e por mim, estou para ficar. Inicialmente no desporto, agora também noutras áreas, onde tenho o grande prazer de ensinar, formar, ajudar, quem aparece de novo e tem uma carreira pela frente. Morreria feliz, se depois disso, me recordassem com a gratidão com que eu recordo os meus formadores.
Confesso que, não gostei das observações que um colega de profissão e a coberto do anonimato de uma tal Ricardina, que nada mais é do que ele próprio, fez
sobre a prestação de uma colega de trabalho, no seu primeiro trabalho do seu primeiro dia, cuja responsabilidade de formação é minha. Admito confessar, saber que a inveja é coisa feia e não está ao alcance de qualquer um ultrapassar esse sentimento negativo. Na Odivelas TV não há vedetas e vamos responder com trabalho, cada vez melhor, mais incisivo, como se dizia na RNA, “vamos partir a loiça toda”, mas sem objectivos políticos. Não somos contra nem a favor de ninguém. Somos jornalistas e é jornalismo que queremos fazer. Sério, isento, e particularmente para ti, companheiro de trabalho, confesso, que não sei se sabes o que isso é.
Confesso que, gostava que me contasses como foi o teu primeiro dia de trabalho. O meu, confesso contar. Entornei um copo de água na mesa de mistura, que como deves calcular, avariou e antes disso já tinha “dado bandeira” a ler um texto sobre o poeta Pablo Neruda, uma das figuras que hoje mais admiro. Não achas que coçar a perna é uma forma de nervosismo menos nociva que esta? Achas que eu tinha intenção de gozar com o Paulo Neruda? Se naquela altura, algum jornal me tivesse feito a ”gentileza” com que brindaste a tua colega, eu tinha prosseguido a carreira? Certamente que outro faria o mesmo que eu, mas com toda a certeza eu não estaria aqui e agora.
Confesso que, fiquei por cá para te dizer que deves ter vergonha e retratar-te. Estas atitudes não dignificam a classe e fazem da Comunicação Social em Odivelas uma selva onde ninguém gostará de viver. Só com trabalho, urbanidade, respeito pelo próximo e isenção estaremos em condições de algum dia nos fazerem justiça e nos proporcionarem adequadas condições de trabalho. Já agora, também te confesso, que não aprecio, porque nunca me ensinaram escrever ou comunicar de qualquer outra forma, sobre anonimato de uma qualquer Ricardina. Deixa-te disso, usa-se cada vez mais, mas é o caminho mais fácil. Esquece estamos cá para o difícil: assinar o que escrevemos e dizemos.
Confesso que, assino o que digo e escrevo.
Luís Filipe Silva

Confusão!

Na sequência do despacho do Ministro das Finanças de 20 de Maio de 2010 e com entrada em vigor a partir de 21 de Maio de 2010 a retenção de IRS começará a ser feita ainda no mês de Maio.
Perante a estupefacção de todos, veio o Governo através do 1º Ministro e do Ministro das Finanças, desdizer e contradizer o que o despacho determina, esclarecendo que a retenção só entrará em vigor a partir de Junho.
É estranho e irrealista que um governo que se diz democrático, estabeleça através de despacho uma medida da competência da Assembleia da República, antes mesmo dela ser debatida e aprovada no Parlamento.
Neste momento estão obrigados todos os portugueses incluindo o Estado a cumprir este despacho anti-democrático e não basta vir o 1º Ministro e o Ministro das Finanças dizer que não é assim.
Nunca em tempo algum, foram publicadas tabelas sem estarem aprovadas para efeitos de retenção na fonte e só depois de estarem aprovadas é que a retenção acontece de acordo com as novas tabelas, corrigindo-se à posteriori da 1ª retenção os meses anteriores quando se verifique tratar-se do Orçamento de Estado para vigorar durante o ano civil, até lá aplicam-se as tabelas anteriores.
Depois das trapalhadas do Governo, decidiu este brindar-nos com uma enorme confusão!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Trapalhadas!

Depois das várias contradições relativas ao tempo em que irão vigorar as medidas de austeridade, levantou-se a questão da entrada em vigor também elas alvo de contradições.
Depois de tanta contestação da entrada em vigor, o governo encontrou uma taxa média dos rendimentos de 2010 para garantir que apenas se cobrasse a taxa adicional a partir de Junho de 2010.
No entanto esta situação não vai ser igual para todos, nesse sentido e supondo que um trabalhador ficou desempregado até ao final de Maio, vai ter de pagar a tal taxa média que o governo encontrou 0,58% para aqueles que ganham até 18.000€ ou 0,875% para aqueles que ganham acima dos 18.000€, durante os meses de Janeiro até ao momento em que ficou desempregado.
Por outro lado uma empresa que deixou de funcionar no mesmo período vai ter de pagar também o correspondente à taxa média encontrada para efeitos de IRC.
Este é o resultado de decisões precipitadas e efectuadas em cima do joelho por um governo trapalhão e que está numa encruzilhada de trapalhadas constantes!