terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O repto de Paulo Aido!

Paulo Aido lançou um repto à Srª Presidente de Câmara de Odivelas, para se pronunciar se está do lado da liberdade e da democracia ou do lado do Secretário Geral do PS no que respeita ao controlo e condicionamento dos órgãos de comunicação social, de acordo com as notícias vindas a público!
Percebo perfeitamente o repto e a intenção, mas convém recordar ao Paulo Aido, que os exemplos de Odivelas e a prática seguida neste concelho, têm sido de controlo e da tentativa de controlo de órgãos de comunicação social e de pessoas.
Susana Amador não precisa de copiar estilos, antes de Sócrates enveredar por essa prática, já Susana Amador em Odivelas tinha alterado a linha editorial do Jornal de Odivelas, ao contratar o seu director para seu assessor na Câmara.
Fala-se que não ficou por aqui e que já foi mais longe, fala-se também de muitas outras intervenções cirúrgicas para a não publicação de notícias desfavoráveis à imagem da Presidente da Câmara e do PS, fala-se de favorecimentos e discriminações em matéria de publicidade e de outros tipos de pressão junto de pessoas e órgãos de comunicação social.
Se nos dermos ao trabalho de perguntar às pessoas se estão a par destas práticas e destes comportamentos, estou certo que a resposta de conhecimento por parte da população será muito reduzida.
O que têm feito os partidos políticos através dos seus representantes para denunciar estas situações? Que eu saiba muito pouco e o que é dito fica sempre entre quatro paredes.
Está tudo acomodado e conformado, por isso entendo que Paulo Aido acabou de prestar um grande serviço ao Concelho e à liberdade e à democracia ao introduzir para discussão este tema, o momento é mesmo o mais adequado para sensibilizar consciências e alterar este estado de coisas.
Vamos a isso!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Demissão ou pântano!

O que é que Sócrates tem que fazer mais, para não continuar no cargo de 1º Ministro?
Estamos a viver um momento em que este e outros actores da vida política nacional, refugiando-se no segredo de justiça, mandam às urtigas os princípios, valores e a ética que deveriam orientar quem exerce cargos públicos, designadamente no caso do 1º Ministro.
José Sócrates não tem condições para se manter no lugar e consequentemente para governar o País, por muito menos que isto, Santana Lopes foi demitido por Jorge Sampaio.
Que novo escândalo terá de vir a público, para haver demissão?
Onde está o Presidente da República? Onde está a Assembleia da República? Onde estão os partidos da oposição? Quem trava o caracter e os ímpetos deste 1º Ministro?
A continuar assim, Portugal caminha vertiginosamente para o pântano!

Vergonha!

Maria João Avilez, disse que já tinha acompanhado e estado perto no passado de algumas crises políticas, MAS AGORA ESTAVA PERTO DA VERGONHA!
Depois de tudo quanto já se conhecia, sobre a forma como o primeiro-ministro convive com a comunicação social e não só, hoje tivemos a prova pelas notícias vindas a público no Sol, sobre a congeminação arquitectada e a teia montada, para silenciar todos aqueles que o ousam criticar ou pôr em causa.
Maria João Avilez tem razão, eu também me sinto envergonhado de ser governado por este primeiro-ministro, não sei o que é preciso mais para ele se demitir ou ser demitido.
Mas porque sou sensato, entendo que devia ser ele a demitir-se, Portugal, a Europa e os Mercados ganhariam com isso!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Disparate ao quadrado

Ainda sobre a Lei das finanças Regionais, o juízo e a elevada responsabilidade devia ser neste momento a principal prioridade dos deputados da Nação.
Mas eis que a oposição, apesar de coerente, está irredutível na aprovação de uma lei que vai trazer mais despesa ao Estado.
O governo também coerente e apesar de na minha opinião, ter razão, não só por tudo quanto se tem gasto na Madeira, mas também por não querer aumentar a despesa, está a arranjar e a criar argumentos que levem a uma crise política.
Não há pachorra para tanta falta de senso e para este disparate ao quadrado!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É o que temos!

Vamos assistindo por todo o país a decisões de entidades poderosas que prejudicam gravemente os cidadãos:
1) Estradas que passam pelos quintais dos legítimos proprietários.
2) Postes que sustentam linhas de muita alta tensão, instalados nos quintais ou muito perto das habitações dos seus legítimos proprietários.
3) Obras inacabadas e paradas
4) Derrapagem de obras públicas
5) Execução de projectos que condicionam e prejudicam a qualidade de vida dos nossos cidadãos.
Também por cá em Odivelas, este tipo de situações vão acontecendo, veja-se por exemplo:
1) O estado do Parque Urbano da Ribeirada após 3 meses a sua inauguração. Pergunta-se quem pensou e quem executou este projecto, que tão caro vai ficar ao orçamento municipal e ao bolso dos munícipes?
2) Veja-se em que condições funciona o Jardim da Música e os prejuízos e consequências que causa a terceiros. Pergunta-se quem pensou e quem executou este projecto, que tão caro vai ficar ao orçamento municipal e ao bolso dos munícipes?
3) Visite também o parque de estacionamento e o jardim na Rua Prof. Egas Moniz, inaugurado antes da eleições autárquicas e verifica que o parque não está aberto e a funcionar e o jardim não tem iluminação. Pergunta-se quem pensou e quem executou este projecto, que tanto prejuízo trás à qualidade de vida da população ali residente?
Em jeito de conclusão, temos os pensadores e decisores (maus) que para tirarem proveito eleitoral não se inibem de prejudicar as prioridades de execução de obras e a sua qualidade, para além do prejuízo que trazem ao erário público e aos nossos bolsos e por outro lado e não menos grave temos os técnicos (maus) que sofrem de uma grande insuficiência técnica e uma enorme insensibilidade humana não conseguindo quase nunca conciliar a qualidade da obra e a qualidade de vida dos cidadãos.
Enfim é o que temos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estou farto!

A conversa tida pelo 1º Ministro e Ministros do governo do nosso país à mesa de um hotel, sobre o jornalista Mário Crespo, é uma demonstração clara do tipo de doença dos nossos governantes.
Infelizmente esta doença tem sido contagiante e já há muito tempo que assolou o território de Odivelas, não só relativamente à comunicação social, mas também a todos aqueles que se opôem e divergem deste poder instituído.
Estou farto desta mediocridade e dos fracos que se vergam a esta escola de maus políticos e de falsos democratas.
Parabéns aos corajosos que não se intimidam e que não se deixam comprar e que não têm medo de falar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A democracia está doente?

A nossa democracia está doente e se dúvidas houvesse, tome conhecimento de um artigo do jornalista Mário Crespo que transcrevo na integra;


O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa