sábado, 24 de outubro de 2009

FIM DE CICLO

Ao longo de 23 anos dediquei a minha vida à intervenção da causa pública e fi-lo com a entrega que deve caracterizar todos aqueles que seguem este caminho, claro que com erros e momentos altos e baixos, mas isso é uma situação perfeitamente natural e normal em tudo o que decidimos fazer na vida.
Não estou arrependido do que fiz, apenas em jeito de desabafo posso dizer que nem tudo correu como gostava, mas também não há ninguém que possa fazer essa afirmação categórica.
A vida é mesmo assim e é a nossa experiência e a experiência dos outros, que poderão servir aos vindouros para tirarem as devidas conclusões da natureza humana e não confiarem e cometerem os erros anteriormente cometidos.
Há pouco tempo alguém afirmou que eu queria à força ser Presidente de Câmara, mas que nunca seria, talvez essa pessoa tenha razão quando afirma que nunca serei, mas se eu quisesse ser, teria sido, por outro lado essa legitimidade não é exclusivo de ninguém, ela pertence a qualquer cidadão com capacidade electiva.
Vou entrar agora num ciclo diferente da minha vida, serei um constante voluntário das causas sociais e públicas da minha freguesia e do meu concelho, porque quero ajudar quem precisa e quero contribuir para uma melhor qualidade de vida neste território.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Apenas um testemunho de alguém que amo!

Desde pequena que me fui habituando à vida da política e da causa pública, nunca gostei muito, confesso, porque me retirava de casa os pais, e mais tarde a minha irmã que também se começou a entusiasmar com a política.
Eu ovelha negra do clã, afastei-me sempre, mas nas alturas chave estive presente, nos bastidores, como sempre gostei de estar em tudo na vida.
Acompanhei o percurso político dos meus pais, e a sua entrega gratuita à causa pública, percebi que na política não há amigos, talvez também não haja inimigos, afinal existe um jogo de interesses que espero no final tenha como objectivo último a causa pública.
Longe vão os tempos em que ser político (leia-se local) era carolice, só os loucos passavam horas longe da família para, a troco de nada trabalharem para o bem comum, assim como longe vão os tempos em que ser membro das mesas de voto era também carolice (a não ser casos concretos em que se trocava a colaboração nas mesas de voto por um emprego!), longe vão os tempos das convicções, dos cartazes colados nas paredes com cola que se fazia de véspera...
Mas tudo evolui e é bom que assim seja, hoje os aparelhos partidários são máquinas poderosas em que as ascensões podem ser meteóricas e as quedas surpreendentes!
Perdoem-me esta breve introdução em jeito de desabafo, um desabafo sincero de quem partilhou e acompanhou esta evolução.
Não é meu objectivo criticar ou desvalorizar políticos, poder político ou os partidos políticos, a democracia é assim, deveremos ser capazes de felicitar os vencedores e honrar os vencidos, sem perder nunca o sentido crítico nem a nossa capacidade de intervenção seja ela de que forma for.
Aproxima-se um novo ciclo na vida nacional e local, pessoalmente fecha-se um ciclo para as pessoas que mais admiro na vida, não apenas pelos pais que são mas por tudo o que representam, pela sua luta constante nas mais diversas áreas da sua vida.
Quer se goste ou não poucos poderão negar os ensinamentos de Vitor Peixoto, é fácil negar mas não será fácil esquecer porque a história é soberana e o amanhã pode ser diferente mas o ontem será sempre igual!
Da Graça Peixoto fica registado para sempre o seu empenho nas suas causas, com garra,e com uma força e capacidade de trabalho impressionantes, por onde passou ao longo da sua vida pessoal e profissional, deixou essa marca e ninguém a poderá apagar, goste-se ou não.
Para os dois deixo o meu contributo a minha mensagem de agradecimento porque me tornaram na mulher que hoje sou e que me orgulho de ser, muito me ensinaram sobre a humildade a capacidade de perdoar, a capacidade de lutar e de me esforçar para ser sempre melhor, a força de amar...Nem sempre estamos de acordo mas também esta é uma forma de democracia, mas o respeito nasce das diferenças quando se abraçam os mesmos valores.
Aos dois peço que não parem, vivam a vida e abracem todas as causas em que acreditam, essa é a vossa natureza, não desacreditem de causas e de pessoas.
No crivo da vida passam os que têm que passar e ficam os que contam.
A vida é como uma viagem de comboio em que ao longo de todo o percurso muitos entram e outros tantos saem, alguns acompanham-nos até ao fim do nosso caminho.
Amo-vos com toda a minha força e admiro-vos de uma forma que nunca serei capaz de exprimir por palavras, mas sei que não preciso de o fazer!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Esperar para ver!

As eleições para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal deram a vitória a Susana Amador e ao PS e para a Junta de Freguesia de Odivelas a Vitor Machado e à Coligação Em Odivelas Primeiro as Pessoas, parabéns aos vencedores e honra para os vencidos.
Porque não tenho a memória curta, não foram estes os projectos nem as pessoas em que apostei, tenho a consciência tranquila quanto às minhas opções de voto e por isso durmo descansado.
Na vida nem sempre as coisas correm como pensamos ou como julgamos que seria melhor para todos, mas o povo é soberano e temos de aceitar a sua decisão, mesmo que isso nos custe, como diz uma pessoa que muito estimo “é hora de aceitar e de reflectir”.
Por mim e pelo movimento cívico a que pertenço, vamos estar atentos, a nossa intervenção far-se-á no âmbito da nossa actividade, elogiaremos o que for bom e tomaremos posição sobre o que for mau ou que daí resulte prejuízo para a nossa terra.
Podemos não concordar, como é o meu caso, mas agora vamos ter de dar o benefício da dúvida e aguardar que os autarcas eleitos façam um bom trabalho e prestigiem os órgãos e a terra que os elegeu.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Falta de caracter!

Quando as pessoas estão desesperadas e tentam a todo o custo manter-se nos lugares, são capazes de tudo.

Veja-se o descaramento da Presidente do PS e candidata pelo PS, Susana Amador, que em entrevista ao Meu Jornal de 8/10, declarou que o meu nome estaria em todas as folhas de assinaturas para a propositura da candidatura do MOC à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia, o que é falso.

Cada folha de assinaturas tinha o nome do cabeça de lista ao respectivo órgão, Vitor Peixoto para a Câmara Municipal. Joaquim Lourenço para a Assembleia Municipal, Manuel Cunha para Caneças, Joaquim Lourenço para Famões, António Gonçalves para Odivelas, Luís Filipe Silva para Olival Basto, Albertina Pires para a Pontinha, João Ramos Silva para a Póvoa Sto. Adrião e Bruno Cardoso para a Ramada.

Na impossibilidade de voltar atrás e tentar arranjar uma justificação credível, esta senhora mente descaradamente, a justificação que dá na entrevista retrata bem o seu caracter.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vergonhoso!

O pior que há na vida é existirem pessoas sem escrúpulos que para atingirem os seus objectivos, não se importam de utilizar a memória daqueles que já não estão entre nós.
Refiro-me ao aproveitamento do “Jornal de Odivelas” com a morte de José Manuel Tudela, para uma acção de campanha a favor de Susana Amador e do PS.
A obrigação de todos aqueles que com ele privaram é guardarem-lhe respeito por aquilo que ele foi na sua actividade profissional e na sua entrega à causa pública.
Este comportamento para além de indigno, é repugnante e vergonhoso!

PORQUE VOTO CDU (4)

(Continuação)
As convergências e as divergências são salutares, a vida ensina-nos que é nesta prática natural que se consegue o equilíbrio, infelizmente há quem não pense assim e entenda que os outros têm que pensar como eles.
Hoje quando assisti ao apoio que Carvalho da Silva deu a António Costa, ocorreu-me a possibilidade de alguém vir dizer que a CGTP estava a ser envolvida ou se quiserem que o PCP estava a ser arrastado.
Em democracia temos de saber respeitar a opinião de cada um e a minha liberdade não a dispenso de forma nenhuma e é neste conceito de liberdade que me permite dizer o que penso e fazer o que quero.
Voltando às razões que me levaram a tomar esta decisão:
16) A possibilidade por parte do PS e da Coligação “Em Odivelas Primeiro as Pessoas” poderem alterar a delegação de competências nas Juntas de Freguesia e assim atirarem para o desemprego centenas de trabalhadores das Juntas de Freguesia.
17) A existência de um modelo de gestão adoptado no presente mandato com a constituição de parcerias público-privadas, que prejudica o concelho e todos os munícipes.
18) O despesismo em obras eleitoralistas que não têm qualquer significado e que não são prioritárias.
19) Os anúncios de intenções, que na maioria dos casos não são verdade e que apenas servem para iludir os cidadãos, com o objectivo de lhes captar o voto.
20) O endividamento em excesso desta Câmara que só neste mandato com artifícios de constituição de sociedades, duplicou a dívida (cerca de 70 milhões) que tinha herdado em 2005, com as obras que estão a ser realizadas e que não estão contabilizadas, portanto são devidas, mais o compromisso a pagar até 2034 de cerca de 60 milhões na parceria publico-privada, o que perfaz sensivelmente a interessante quantia de 130 milhões.
Muitas outras razões existem, mas deixo as principais que me levaram a apoiar a CDU e a penalizar o PS e o PSD.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PORQUE VOTO CDU (3)

Sou um cidadão livre sem qualquer tipo de mordaça e sem complexos e quando decidi tornar público o meu sentido de voto na CDU, fi-lo desinteressadamente sem qualquer promessa da outra parte ou pedido da minha parte.
Tem sido esse o exemplo que tenho dado à minha família e ao longo da minha vida sempre assumi as minhas posições sem quaisquer receios do que vinha a seguir.
Também agora assim procedi e fá-lo-ei sempre que o entender e naquilo que possa interferir com o futuro da Cidade e do Concelho onde vivo.
Voltando às razões que me levaram a tomar esta decisão:
10) A CDU foi a força política que para além de mim esteve contra a redução de verbas do Protocolo de Delegação de Competências.
11) A gestão liderada por Susana Amador e o PS com o apoio do PSD, ignoraram os autarcas das Freguesias e consideraram-nos pessoas sem qualquer legitimidade para interferir nas decisões do Concelho.
12) O voltar de costas do PS e do PSD à Freguesia de Odivelas, não honrando os seus compromissos e o cumprimento das suas obrigações.
13) A gestão desastrosa no ensino e no parque escolar do Concelho.
14) O estilo de gestão de uma pessoa que não tem princípios democráticos e que pauta a sua intervenção através de práticas vingativas.
15) A partidarização da Câmara integrando as máquinas do PS e do PSD, cujo custo é assustador.
(Continua)