quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PORQUE VOTO CDU (3)

Sou um cidadão livre sem qualquer tipo de mordaça e sem complexos e quando decidi tornar público o meu sentido de voto na CDU, fi-lo desinteressadamente sem qualquer promessa da outra parte ou pedido da minha parte.
Tem sido esse o exemplo que tenho dado à minha família e ao longo da minha vida sempre assumi as minhas posições sem quaisquer receios do que vinha a seguir.
Também agora assim procedi e fá-lo-ei sempre que o entender e naquilo que possa interferir com o futuro da Cidade e do Concelho onde vivo.
Voltando às razões que me levaram a tomar esta decisão:
10) A CDU foi a força política que para além de mim esteve contra a redução de verbas do Protocolo de Delegação de Competências.
11) A gestão liderada por Susana Amador e o PS com o apoio do PSD, ignoraram os autarcas das Freguesias e consideraram-nos pessoas sem qualquer legitimidade para interferir nas decisões do Concelho.
12) O voltar de costas do PS e do PSD à Freguesia de Odivelas, não honrando os seus compromissos e o cumprimento das suas obrigações.
13) A gestão desastrosa no ensino e no parque escolar do Concelho.
14) O estilo de gestão de uma pessoa que não tem princípios democráticos e que pauta a sua intervenção através de práticas vingativas.
15) A partidarização da Câmara integrando as máquinas do PS e do PSD, cujo custo é assustador.
(Continua)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PORQUE VOTO CDU (2)

(Continuação)

Ao admitir votar CDU não quer dizer que me reveja nesta força política ou que concorde integralmente com as suas propostas, somente no momento é o projecto que pode minimizar os estragos já feitos pela desgovernação que tivemos ao longo deste tempo.
Voltando às razões que me levaram a tomar esta decisão:

4) Incapacidade de planear e definir estratégias da actividade municipal

5) Incapacidade na análise e resposta aos processos entrados na Câmara

6) Deficiente gestão urbanística que se reflecte no ordenamento do território e na massificação do betão

7) Aprovação de orçamentos virtuais que não correspondem à realidade

8) Incapacidade de relacionamento e abandono do Movimento Associativo Concelhio

9) Entrega desregrada do património municipal

(Continua)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PORQUE VOTO CDU (1)

Após a impugnação do PS à candidatura do MOC às próximas eleições autárquicas, fiquei impossibilitado de exercer o meu direito de voto no projecto que tinha escolhido como o mais viável e realista de todos aqueles que se apresentavam a sufrágio.
Esta impossibilidade não manietou a minha liberdade de escolha que ao analisar em profundidade os candidatos que se apresentam a votos e os programas eleitorais, não me deixam qualquer dúvida que a candidatura mais sólida e que melhores garantias dá aos odivelenses é sem dúvida a da CDU.
Independentemente destes vectores, existem ainda outras razões que mais alicerçam a minha posição, designadamente:

1) O desinvestimento que a Presidente da Câmara, os Vereadores do PS e do PSD fizeram na qualidade de vida de todos os que cá residem e trabalham, ao retirarem aos orçamentos das freguesias nas áreas da limpeza urbana e espaços verdes cerca de 1 milhão de euros.

2) A incapacidade de resolverem definitivamente o problema dos SMAS, prejudicando gravemente os cidadãos deste concelho, considerando a falta de investimento nas infra-estruturas velhas e degradadas instaladas no nosso sub-solo, a falta de investimento nos equipamentos de recolha de resíduos sólidos e a deficiente prestação de serviços nesta área, bem como o facto de termos de pagar a água a preços exorbitantes sem que Odivelas tenha uma palavra nessas decisões.

3) Os rios de dinheiro gastos directa e indirectamente na Empresa Municipal (Municipália) em programas culturais elitistas e em publicidade desenfreada para preencher o ego e as vaidades de alguns.
(Continua)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VALE TUDO PARA SUSANA AMADOR!

Após ter conseguido reduzir a cinzas a vontades dos militantes da Secção de Odivelas, que escolheram democraticamente Nuno Gaudêncio para candidato socialista à Junta de Freguesia de Odivelas, a responsável do PS concelhio conseguiu alterar a jurisprudência do Tribunal Constitucional e obter o afastamento do MOC-Movimento Odivelas no Coração das próximas eleições autárquicas.
Foram interesses mesquinhos e intolerantes que levaram Susana a tão reprovável procedimento? Ela está em terceiro lugar nas sondagens conhecidas, atrás de Hernâni de Carvalho e de Ilídio Ferreira.
São legítimos todos os esforços para obter mais votos e tentar, desta forma, recuperar o atraso? É legitimo anunciar Centros de Saúde ciclicamente apresentados em todos os actos eleitorais autárquicos? É legítimo apresentar como obra o Jardim da Música, ainda que se trate de um projecto escandaloso que onera a bolsa dos municípes? É legítimo utilizar os meios municipais para fazer propaganda, como sucede com os vídeos exibidos nos passeios de idosos?
Vale tudo na tentativa de Susana Amador e a sua corte tentarem permanecer no poder a todo o custo, utilizando métodos reprováveis.
Também é legítimo violar a vontade de mais de 5000 cidadãos eleitores que subscreveram as listas do MOC, pois poderia suceder, no pensamento de tão inteligente senhora, que mais alguns votos caíssem no PS.
Também é legítimo imputar a responsabilidade do afastamento à incompetência dos dirigentes do MOC, pois assim se tira a água do capote.
Alguém se lembra hoje que Susana Amador tecia os maiores elogios a Vítor Peixoto, que considerava o seu “Pai Político” ( há registos escritos sobre essa filial reverência)? Alguém se lembra de que ela, quando começava algum discurso, elogiava Vítor Peixoto repetidas vezes?
É legítimo que, agora, Susana Amador considere aquele que venerava, como incompetente, pois já não precisa dele, após este lhe ter oferecido o poder de bandeja.
De facto, desde que Maquiavel escreveu “O Príncipe”, há quem considere legítimos todos os métodos políticos.
Susana Amador, enganou quem acreditou nela, mas engana-se numa coisa: o povo é sábio e no dia 11 saberá dar a resposta…

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quem paga?

Estão a ser efectuadas várias obras de “repavimentação”, sem que as mesmas contemplem os requisitos mínimos de qualidade.
Claro que todos percebemos a idéia, estas obras pretendem apresentar trabalho, quando afinal de contas não passa de uma ilusão.
As vias estão a ser pintadas de preto, em vez de repavimentadas, dentro de pouco tempo rebentarão pelas costuras e estarão todas esburacadas.
Nós compreendemos a pressa, o dia 11 de Outubro está à porta e há necessidade de mostrar mal o que não se fez bem durante os 4 anos de mandato.
Volto a insistir na necessidade de se legislar no sentido de penalizar os infractores destas decisões incompetentes e irresponsáveis.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PENSAMENTO DA SEMANA

A vida habituou-me a olhar para este mundo cão, sem ofensa para o animal “cão” sem respeito pela esmagadora maioria do animal “homem”.

Esta espécie que se diz inteligente, é na sua grande maioria gente sem coluna vertebral, sem qualquer tipo de lealdade, ingrata e habituada a trair.

Não me revejo nesta sociedade podre, onde o mal faz parte do ideário de quem exerce o poder.

Apesar de não ter instintos vingativos, espero muito sinceramente o momento da sua queda e se mais razões não existissem, estas seriam razões suficientes para não votar PS.

Siga o meu exemplo e vá votar contra o PS!
MAIS DO MESMO NÃO!

domingo, 20 de setembro de 2009

Em Plena Coutada do Macho Ibérico

As reacções sucedem-se à triste posição que o PS assumiu na impugnação da candidatura do MOC aos órgãos autárquicos do Concelho de Odivelas e na subsequente decisão estranha do Tribunal Constitucional, todas elas muito sentidas e com imensa revolta de tanta injustiça, hoje decidi publicar o artigo do meu amigo Hugo Cascais.



"Em Plena Coutada do Macho Ibérico
Ao ler a justificação do PS para a apresentação da impugnação à participação do MOC nas eleições autárquicas, não pude deixar de me lembrar dos argumentos habituais dos violadores ao atribuírem as culpas às mulheres violadas! Ou porque estavam de míni-saia, ou porque tinham um decote ou porque estavam no sítio errado, a verdade é que estavam mesmo a pedilas e portanto, na realidade, a vítima da situação era o violador que só tinha agido de acordo com a sua (má) natureza.
A justiça nestes casos também tem exemplos fantásticos! Um dos mais conhecidos foi o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, publicado no Boletim do Ministério de Justiça nº 390, de 18/10/1989, a propósito do caso de violação das jugoslavas Svetlana e Dubrova, no Algarve. A certa altura diz: “Na verdade, não podemos esquecer que as duas ofendidas, não hesitaram em vir para a estrada pedir boleia a quem passava, em plena coutada do chamado «macho ibérico».
É impossível que não tenham previsto o risco que corriam. Ora, ao meterem-se as duas num automóvel justamente com dois rapazes, fizeram-no, a nosso ver, conscientes do perigo que corriam, até mesmo por estarem numa zona de turismo de fama internacional, onde abundam as turistas estrangeiras habitualmente com comportamento sexual muito mais liberal e descontraído do que a maioria das nativas.”
O argumento confirmado pelo Tribunal Constitucional diz que as pessoas que assinaram para o MOC concorrer, tinham de conhecer os nomes de todos os 30 candidatos e como no documento só constava o nome do movimento e do cabeça de lista, as cerca de 5.000 assinaturas não são válidas.
Nós estivemos na rua a recolher as assinaturas e a verdade é que a maior parte das pessoas que assinaram não conheciam os cabeças de lista! Assinaram porque querem aumentar o leque de escolha nas eleições! Assinaram porque a sua vida está cada vez pior e querem alternativas!
Assinaram porque acreditam que vivemos num regime democrático. Portanto o argumento do Tribunal Constitucional não faz qualquer sentido! A maioria das pessoas obviamente não iria ler os 30 nomes e mesmo que os lesse não os iria reconhecer.
Imaginemos que tínhamos colocado os 30 nomes e que um dos candidatos tinha o nome de
António Silva. Ora em Odivelas há com certeza muitos Antónios Silvas e portanto o Tribunal Constitucional poderia alegar que as 5.000 pessoas tinham assinado pensando que o 28º candidato era o António Silva da Ramada e afinal era o António Silva do Olival e portanto o MOC não poderia concorrer por esse motivo. Prevendo esta situação o melhor seria colocar os 30 nomes e 30 fotografias.
Por outro lado, as 5.000 assinaturas levam compreensivelmente meses a ser recolhidas.
Imaginemos que o 26º candidato por motivos de saúde ou profissionais ou outros, resolve abandonar a lista do MOC a poucos dias do fim do prazo para a entrega das listas. Quer isto dizer que as 5.000 assinaturas entretanto recolhidas, deixariam de ser válidas pois o Tribunal Constitucional poderia alegar que correríamos o risco destas 5.000 pessoas só terem assinado porque precisamente confiavam no 26º candidato que provavelmente nunca seria eleito e que agora tinha abandonado o projecto.
Poderíamos juntar mais exemplos mas creio que chegam para reforçar que a decisão do
Tribunal Constitucional primou pela ausência de bom senso. Como não há possibilidade de recorrer desta decisão, a vontade expressa por cerca de 5.000 Munícipes que com certeza contribuem com os seus impostos para pagar os salários dos funcionários que tomaram esta decisão, foi pura e simplesmente violada!
O comunicado do PS de Odivelas é revelador de uma completa ausência de cultura democrática!
Não interessam os níveis de abstenção! Não interessa o progressivo afastamento das pessoas da política! Aparentemente, para o PS de Odivelas tal como para Salazar ou Marcelo Caetano, as eleições só servem para legitimar o partido do poder. A abstenção até pode ser 99,9% desde que o PS de Odivelas ganhe. Parece ser esta a índole dos actuais dirigentes do PS de Odivelas.
O MOC usou um modelo de recolha de assinaturas semelhante ao utilizado pela candidatura da Helena Roseta nas eleições autárquicas anteriores. Como é público, a Helena Roseta estava ligada ao PS e resolveu assumir uma candidatura independente. Como é natural, o PS de Lisboa não impugnou a candidatura da Helena Roseta! Deixou os Lisboetas decidir! Também é verdade que em Lisboa o PS tem o António Costa e em Odivelas tem a Susana Amador.
O PS de Odivelas diz que a lei deve ser igual para todos mas, todos nós sabemos que a lei depende da interpretação do Juiz e que este pequeno facto faz com que possa ser diferente para todos. Aliás basta recordar a casa pia ou os escândalos financeiros em julgamento para perceber que a lei tem as costas muito largas. Neste caso a lei foi interpretada de forma a evitar a ida de um Movimento de Cidadãos às eleições.
O PS fala nas dificuldades do MOC em recolher as assinaturas. Não foi difícil! Porque de facto os Portugueses estão fartos da incompetência do poder! Estão fartos de ver o País a ficar para trás! Estão fartos de verificar que Portugal está na cauda da Europa! Estão fartos que todos os novos países membros da comunidade europeia nos ultrapassem ao fim de alguns anos (Estamos prestes a ser ultrapassados pela Eslováquia) e portanto logo que percebiam que éramos um movimento de cidadãos assinavam de bom agrado. Claro que deu trabalho e levou tempo pois os recursos do MOC são muito reduzidos mas o MOC foi o único candidato às eleições autárquicas de Odivelas mandatado pela população do concelho para o fazer.
Infelizmente fomos impedidos de concorrer por acção do poder político (lembrando as práticas do antes do 25 de Abril).
Lembraríamos ainda que o número de assinaturas obrigatórias para o MOC concorrer foi de 3.600 assinaturas (apenas de Munícipes do Concelho de Odivelas) enquanto que para formar um Partido a nível Nacional são necessárias 7.500 (de Cidadãos de todo o País). Aliás exigiramnos tantas assinaturas como exigiram aos movimentos independentes do concelho de Lisboa pese embora a diferença demográfica dos dois Concelhos (Lisboa tem 5 vezes mais população).
Isto é, o poder político usou o elevado número de assinaturas obrigatórias para evitar que o MOC pudesse concorrer. Tendo o MOC conseguido ultrapassar largamente esse número de assinaturas, o poder político tratou de usar um subterfúgio para impedir a participação do MOC.
Relativamente à dificuldade na formação das listas do MOC, o PS de Odivelas manifestamente enganou-se! Quem teve dificuldade em formar as listas foi mesmo o PS de Odivelas. Em primeiro lugar a direcção do PS de Odivelas desrespeitou legitimações democráticas internas como no caso do Nuno Gaudêncio. Em segundo lugar teve de recorrer a quadros da própria Câmara para completar as suas listas. Este segundo facto é extraordinário pois mistura o poder político com os funcionários da Câmara.
Relativamente às críticas que o PS faz às propostas e aos procedimentos do MOC, lembramos que foram organizados fóruns públicos para os candidatos apresentarem e discutirem as suas propostas! Lembramos que a campanha eleitoral serve precisamente para apresentar e discutir as propostas e mais importante, lembramos que cabe aos Munícipes e não ao PS de Odivelas, decidir quais as propostas ganhadoras.
Concluiríamos desejando que o PS de Odivelas encontre rapidamente uma nova direcção pois é um partido fundamental para a democracia do concelho. Desejamos também e muito
sinceramente que o próximo Governo amplie o esforço reformador da Justiça em Portugal pois como é publicamente reconhecido, a Justiça é o problema nº1 de Portugal.
Hugo Cascais