quinta-feira, 19 de março de 2009

Incompetência ou Irresponsabilidade?

Vem à minha memória a candidatura da requalificação do Parque Urbano do Silvado no âmbito do Proqual, cuja obra custou ao erário público cerca de 3.500.000€.
Esta obra foi comparticipada com 60% das verbas deste programa, sendo o restante da responsabilidade do orçamento municipal, sem dúvida um bom passo e uma boa medida, que resultaram num espaço aprazível para usufruto da população tão carenciada destes espaços.
Mas como não há bela sem senão, todo o espaço que foi entregue à J.F.Odivelas para gerir, conservar e manter, está em bom estado e recomenda-se, enquanto o edifício multiusos o único espaço que ficou em poder da Câmara, está destruído, degradado e vandalizado, e desde há algum tempo a esta parte encontra-se todo chapeado, mais parecendo um edifício cofre.
Mais um acto de má gestão desta Câmara, que não soube tomar medidas nem tão pouco tomar conta daquilo que lhe pertence.
É caso para perguntarmos qual o prejuízo por não termos aquele edifício a funcionar? Qual o prejuízo por se ter deixado vandalizar todo o espaço interior e o que lá havia? E quem vai pagar tudo isto? Claro que são os contribuintes! Mas quem fiscaliza mais este acto de má gestão? Será que neste caso não se justificaria a realização de uma inspecção para avaliar as responsabilidades pessoais e políticas?

segunda-feira, 16 de março de 2009

II CONVENÇÃO CONCELHIA
DO MOVIMENTO ODIVELAS NO CORAÇÃO
Dia 21 de Março (Sábado), das 14 às 18 horas
Pavilhão Polivalente de Odivelas
ORDEM DE TRABALHOS
CANDIDATURA ÀS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

quinta-feira, 12 de março de 2009

Negócio ruinoso

O facto de se gerir a coisa pública não dá o direito seja a quem for de gastar mal o dinheiro dos contribuintes.
Vem ao caso a construção da Escola da Ramada e do Pavilhão Municipal, cujo custo final é de cerca de 60,5 milhões de euros a pagar até 2034, através do estabelecimento de uma parceria público-privada, quando poderia ser apenas de 11,5 milhões de euros se a Câmara optasse por ser ela a executar as obras directamente.
O argumento utilizado pela Câmara Municipal para esta decisão, consiste no facto de não ser possível à Autarquia fazer as obras para não ultrapassar o endividamento previsto na Lei das Finanças Locais, lei esta que a Srª. Presidente da Câmara defendeu publicamente.
Ou seja, vamos ter uma sociedade a contrair os empréstimos em vez da Câmara Municipal, para se poder dizer que a Câmara está a cumprir a lei e até está a reduzir a dívida, o que é um engano e uma forma de iludir a população do nosso concelho, só em rendas anuais a contemplar no orçamento municipal teremos em 2010 um valor de cerca de 1,800 milhões € e em 2034 cerca de 3 milhões €. Estamos concerteza perante um negócio imoral, prejudicial e ruinoso, e que irá condicionar toda a actividade municipal no futuro.
Concluindo, vamos ficar a pagar até 2034, mais 50 milhões do valor real das obras. Para quê e porquê? Quem vai beneficiar com este negócio? O Concelho não será concerteza e a população também não! Pelo contrário, a partir deste momento o investimento municipal vai ficar sériamente comprometido.

sábado, 7 de março de 2009

COM A SAÚDE NÃO SE BRINCA

A opinião pública está há muito tempo desacreditada do que é dito e anunciado por alguns titulares de cargos políticos.
A Srª. Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Drº. Susana Amador, anunciou em reunião do executivo municipal a construção do centro de saúde até ao final do ano.
Muito gostaria de acreditar nesta informação, porque a ser verdade ela beneficiaria os milhares de utentes que têm de acorrer a este improvisado centro de saúde, mas infelizmente tudo não passa de uma miragem ou se quiserem de uma manobra inserida na campanha eleitoral que se avizinha.
Todos sabemos que a elaboração de um projecto, os procedimentos legais, a abertura de concurso, a adjudicação, o início da obra e a sua conclusão, tornam impossível a construção deste equipamento até ao final do ano.
Estou convicto que ninguém acredita nestas promessas, apesar das tentativas de primeira página para levar os mais incautos e os mais desprevenidos a admitirem essa possibilidade.
Não, não pode valer tudo, esta Câmara nada fez, apenas se limitou a dar cobertura aos desígnios da política de saúde do actual governo e quem procede assim não merece ser recompensado.
É preciso estarmos atentos!