quinta-feira, 12 de março de 2009

Negócio ruinoso

O facto de se gerir a coisa pública não dá o direito seja a quem for de gastar mal o dinheiro dos contribuintes.
Vem ao caso a construção da Escola da Ramada e do Pavilhão Municipal, cujo custo final é de cerca de 60,5 milhões de euros a pagar até 2034, através do estabelecimento de uma parceria público-privada, quando poderia ser apenas de 11,5 milhões de euros se a Câmara optasse por ser ela a executar as obras directamente.
O argumento utilizado pela Câmara Municipal para esta decisão, consiste no facto de não ser possível à Autarquia fazer as obras para não ultrapassar o endividamento previsto na Lei das Finanças Locais, lei esta que a Srª. Presidente da Câmara defendeu publicamente.
Ou seja, vamos ter uma sociedade a contrair os empréstimos em vez da Câmara Municipal, para se poder dizer que a Câmara está a cumprir a lei e até está a reduzir a dívida, o que é um engano e uma forma de iludir a população do nosso concelho, só em rendas anuais a contemplar no orçamento municipal teremos em 2010 um valor de cerca de 1,800 milhões € e em 2034 cerca de 3 milhões €. Estamos concerteza perante um negócio imoral, prejudicial e ruinoso, e que irá condicionar toda a actividade municipal no futuro.
Concluindo, vamos ficar a pagar até 2034, mais 50 milhões do valor real das obras. Para quê e porquê? Quem vai beneficiar com este negócio? O Concelho não será concerteza e a população também não! Pelo contrário, a partir deste momento o investimento municipal vai ficar sériamente comprometido.

sábado, 7 de março de 2009

COM A SAÚDE NÃO SE BRINCA

A opinião pública está há muito tempo desacreditada do que é dito e anunciado por alguns titulares de cargos políticos.
A Srª. Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Drº. Susana Amador, anunciou em reunião do executivo municipal a construção do centro de saúde até ao final do ano.
Muito gostaria de acreditar nesta informação, porque a ser verdade ela beneficiaria os milhares de utentes que têm de acorrer a este improvisado centro de saúde, mas infelizmente tudo não passa de uma miragem ou se quiserem de uma manobra inserida na campanha eleitoral que se avizinha.
Todos sabemos que a elaboração de um projecto, os procedimentos legais, a abertura de concurso, a adjudicação, o início da obra e a sua conclusão, tornam impossível a construção deste equipamento até ao final do ano.
Estou convicto que ninguém acredita nestas promessas, apesar das tentativas de primeira página para levar os mais incautos e os mais desprevenidos a admitirem essa possibilidade.
Não, não pode valer tudo, esta Câmara nada fez, apenas se limitou a dar cobertura aos desígnios da política de saúde do actual governo e quem procede assim não merece ser recompensado.
É preciso estarmos atentos!